Os avanços da assiriologia


A Assiriologia refere-se ao estudo sistemático da língua literatura e história da Babilônia e da Assíria, os dois últimos impérios da Mesopotâmia antiga, considerada o berço da civilização Ocidental. Graças aos avanços da assiriologia, sabemos que os babilônios e os assírios viviam e compartilhavam de uma mesma língua e uma mesma escrita de caracteres cuneiformes. E graças à decifração da escrita cuneiforme em 1851, todo o registro cuneiforme historicamente relevante já foi traduzido, esclarecendo os períodos históricos  relevantes bem como muitas outras coisas sobre a vida dos babilônios e assírios como, por exemplo, o fato de que os babilônios davam uma enorme importância à religião enquanto que os assírios valorizavam mais a história. A cronologia abaixo visa ajudar a entender a geopolítica da Mesopotâmia antiga.

 Cronologia da Babilônia e Assíria

Final do 3º Milênio a.C.

A Babilônia surge como cidade.

Shamshi-Adad I (1813 – 1781 a.C.), um Amorita, ganha o poder no norte da Mesopotâmia, do rio Eufrates até as montanhas Zagros;

1ª metade do século 18 a.C.

1792-1750 a.C.

Colapso do reino de Shamshi-Adad após a morte deste. Hamurabi incorpora todo o sul da Mesopotâmia ao reino da Babilônia.

            1749 – 1712 a.C.

O filho de Hamurabi, Samsuiluna reina. O curso do rio Eufrates muda por razões não conhecidas no presente.

            1595

O rei hitita Mursilis I saqueia a Babilônia. A dinastia Sealand parece ter reinado na Babilônia após o assalto hitita. Quase nada é sabido da Babilônia nos 150 anos após tal assalto.

Período Cassita

Meados do Século 15 a.C.

Os povos Cassitas, que não eram da Mesopotâmia tomam o poder na Babilônia e restauram a Babilônia como o poder no sul do Mesopotâmia. A Babilônia sob dominação Cassita durou (tirando com um curto intervalo) 3 séculos. Foi uma época de literatura e de construção de canais. A cidade de Nipur foi reconstruída.

Início do Século 14 a.C.

Kurigalzu constrói Dur-Kurigalzu (Aqar Quf), perto da moderna Bagdad, provavelmente para defender a Babilônia dos invasores vindos do norte. Há 4 grandes poderes mundiais, o Egito, Mitanni, o império Hitita, e a Babilônia. O babilônio é a língua da diplomacia internacional.

Meados do Século 14 a.C.

A Assíria emerge como um poder sob Ashur-uballit I (1363 – 1328 a.C.).

1220s

O rei assírio Tukulti-Ninurta I (1243 – 1207 a.C.) ataca a Babilônia e toma o trono em 1224. Os Cassitas eventualmente o depõe, mas danos foram feitos ao sistema de irrigação.

Meados do Século 12 a.C.

Os elamitas e os assírios atacam a Babilônia. Um elamita, Kutir-Nahhunte, captura o último rei Cassita, Enlil-nadin-ahi (1157 – 1155 a.C.).

1125 – 1104 a.C.

Nabucodonosor I reina na Babilônia e retoma dos elamitas a estátua de Marduk que os elamitas tinham levado para Susa.

1114 -1076 a.C.

Os assírios sob Tiglathpileser saqueiam a Babilônia.

Séculos 11 – 9 a.C.

Tribos de arameanos e caldeus migram e se assentam na Babilônia.

Meados do Século 9 a.C. ao fim do Século 7 a.C.

A Assíria aumenta o seu domínio sobre a Babilônia.

O rei assírio Sennacherib (704 – 681 a.C.) destrói a Babilônia. O filho de Sennacherib, Esarhaddon (680 – 669 a.C.) reconstrói a Babilônia. O filho deste, Shamash-shuma-ukin (667 – 648 a.C.), assume o trono da Babilônia.

Nabopolassar (625 – 605 a.C.) se livra dos assírios e em seguida de investe contra eles numa coalizão com Medes, em campanhas que vão de  615 – 609.

O Império Neo-Babilônio

Nabopolassar e seu filho Nabucodonosor  II (604 – 562 a.C.) reinam na parte oeste do Império Assírio. Nabucodonosor II conquista Jerusalém em 597 e a destrói em 586.

Os babilônicos renovam a Babilônia para adequá-la a ser a capital do império, incluindo 3 milhas quadradas dentro das muralhas da cidade. Quando Nabucodonosor morre, o seu filho, o seu genro, e o seu neto assumem o trono numa rápida sucessão. Em seguida, assassinos entregam o trono a Nabonidus (555 – 539 a.C.).

Ciro II (559 – 530) da Pérsia toma a Babilônia. A Babilônia deixa de ser independente.

Nota Final. Em 334 a.C., aos vinte anos de idade, Alexandre invadiu a Pérsia e a incorporou ao seu império, ganhando junto a Babilônia e a Assíria. Após a sua morte, em 323 a.C., o império alexandrino foi dividido entre os seus generais. Um deles, Seleuco, tornou-se rei das províncias leste mais a Síria e a Mesopotâmia. Seleuco incorporou tudo na nova Síria Selêucida. O reino de Seleuco era tão vasto que necessitou ter duas capitais, ambas fundadas em torno do ano 300 a.C.: Antióquia, na Síria, e Selêucida, na Mesopotâmia.

Fonte: a presente cronologia foi tirada do portal: http://ancienthistory.about.com/od/babyloniatimelines/a/babyloniatime.htmç. Segundo esta fonte, a principal referência empregada para a confecção da presente cronologia foi: James A. Armstrong Mesopotâmia The Oxford Companion to Archaeology . Brian M. Fagan, ed., Oxford University Press 1996. Oxford University Press.

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