Sobre a localidade polonesa de Przyjmy

Sobre a localidade polonesa de Przyjmy

Joaquina Pires-O’Brien

Uma leitora carioca cuja bisavó nasceu na vila de Przyjmy na Polônia, perguntou-me se eu poderia ajudar a explicar a situação política dessa localidade em decorrências das guerras. O que eu consegui esclarecer encontra-se na presente postagem.

Przyjmy

Examinado o mapa da Google vi que há uma localidade designada Przyjmy localizada no distrito administrativo da Comuna de Brańszczyk, Município de Wyszków, Província da Masóvia, no centro-leste da Polônia. Przyjmy fica a 52 km de Wyszków e a 76 km de Varsóvia, e em relação a acidentes geográficos, fica mais ou menos entre os lagos de Rybakówka e o Rio Bug.

Pelo que pude constatar, a localidade Przyjmy permaneceu na Polônia desde a recriação deste país em 1917.

A Província da Mazóvia

Quando o rei Boreslau III da Polônia dividiu o seu reino entre os seus filhos em 1138, a Mazóvia virou um principado.  Durante a Idade Média, a Mazóvia era subdividida em três regiões administrativas, cada qual subdividida em ‘terras’ (polonês: ziemie, latim: terrae), por sua vez divididas em condados (polonês: powiat; latim: districtus). A união Polônia-Lituânia, do acordo de Lublin de 1569, estabeleceu a Mazóvia como sua região central, com sua capital em Varsóvia.

A Mazóvia passou a ser a província mais importante da Polônia em 1596, quando o Rei Sigismundo III Vasa, mudou a capital de Cracóvia para Varsóvia.

A Mazóvia nos séculos XVII e XVIII foi invadida por diversos povos incluindo suecos, transilvanos, saxões e russos.

A primeira partição da Polônia, ocorrida em 1772, passou a união Polônia-Lituânia para o controle da Rússia. Na segunda partição da Polônia, em 1793 uma parte da Masóvia passou para o domínio da Prússia, e enquanto que o restante foi anexado na terceira partição, de 1795, o ano em que a Polônia desapareceu do mapa.

A Prússia e todos os seus territórios, incluindo aqueles tomados da Polônia, foi incluida na Confederação (Reichstag) Germânica do Norte, após o Tratado de Praga de 1866, a primeira etapa da unificação da Alemanha por Bismarck. A segunda etapa terminaria apenas depois da vitória da Prússia na guerra franco prussiana de julho de 1870 a maio de 1871, quando a Confederação (Reichstag) Germânica do Sul foi reconhecida.

Com as terras da Polônia encontravam-se ocupadas pela Rússia, Prússia e Áustria, durante a Primeira Guerra mundial o povo polonês encontrou-se dividido nos dois lados desse conflito. Além disso, é preciso lembrar que embora a Áustria e a Alemanha fossem aliadas nesse conflito, a cultura política e social desses dois países era bastante diferente  (a Áustria era bem mais liberal que a Alemanha) e o que era outro problema para o povo polonês.

Devido à sua posição central e outros fatores, a Mazóvia é considerada o esteio da cultura polonesa, fato que continuou mesmo durante as ocupações estrangeiras.

 

A Mazóvia é o local de nascimento de diversos poloneses ilustres como:

Frederic Chopin (1810-1849)                         Pianista

Maria Sklodowska-Currie (1867-1934)          Física

Witold Gombrowicz (1904-1969)                  Escritor

Jan Kochanowski (1530-1584)                       Poeta

Oskar Kolberg (1814-1890)                            Etnógrafo

Zygmunt Krasinski (1812-1859)                     Poeta

Cyprian Kamil Norwid (1821-1883)              Escritor

Henryk Sienkiewick (1846-1916)                   Escritor

Boreslaw Prus (1847-1912)                            Escritor e divulgador do positivismo Comtiano

Casimir Pulaski (1745-1779)                           Fundador da cavalaria americana

 

A Mazóvia atual é um importante destino turístico, cujas principais cidades, Varsóvia, Plock e Radom, foram reconstruídas após as destruições sofridas durante a Segunda Guerra mundial. Outra atração da Mazóvia é o Parque Nacional de Campinos, que conta com 38,544 hectares.

 

Joaquina Pires-O’Brien é editora de PortVitoria, revista da cultura ibérica.


 

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