O homem médio brasileiro: razoável ou medíocre?

Joaquina Pires-O’Brien

O conceito do homem razoável no direito não é exclusivo da Inglaterra e do País de Gales, sendo também empregado noutros países do Ocidente. No Brasil, recebe a designação de ‘homem médio’. Embora o ‘homem médio’ seja atualmente empregado como sinônimo do ‘homem razoável’, os dois conceitos surgiram separadamente.

A ideia do homem razoável vem desde a Antiguidade. O correspondente da razoabilidade na antiga Grécia era a phronēsis (φρόνησις), ou sabedoria prática; o homem razoável da antiga Grécia era o homem de phronēsis. No seu livro Menon, Platão mostra um diálogo de Sócrates no qual este afirma que a phronēsis é o atributo mais importante para se aprender, embora não possa ser ensinado e tenha que ser adquirido através do autodesenvolvimento. Para Sócrates, o homem possuidor da phronēsis era aquele capaz de discernir como e por que agir virtuosamente e, ainda, encorajar essa virtude prática noutras pessoas.

A ideia do homem médio veio do matemático e astrônomo belga Adolphe Jacques Quételet (1796-1874), que a apresentou no seu livro Sur l’homme (1835, em inglês, A treatise on man and the development of his faculties, 1842). Nesse livro, Quételet imagina um indivíduo médio hipotético, que possui todas as qualidades possíveis do homem, embora em estado latente, e, que representa a mente do povo. Ele substancia a sua tese com uma grande quantidade de tabelas de características físicas e comportamentos observáveis.

Se o homem médio hipotético possui todas as qualidades possíveis do homem, como é o homem médio brasileiro? Quais são as suas qualidades? É razoável ou medíocre? Se razoável, como aproveitar melhor a sua razoabilidade? Se medíocre, como fazer para inculcar razoabilidade nele?

                                                                                                                                               

Joaquina Pires-O’Brien é editora da revista eletrônica PortVitoria (portvitoria.com) de generalidades, cultura e política. Em 2016 ela publicou o ebook O homem razoável e outros ensaios (2016), uma coleção de 23 ensaios sobre os mais diversos temas da civilização ocidental, disponível em todos os portais da Amazon. US$ 9.99.

Sobre o gênero ensaio e Montaigne

Um ensaio é uma composição literária relativamente curta sobre algum tema particular e que reflete a opinião pessoal do autor. É uma tentativa do autor de articular uma ideia principal, a qual é quase sempre acompanhada de ideias secundárias. Um ensaio de boa qualidade requer não apenas o conhecimento do tema tratado mas também de técnicas de argumentação e persuação.

O criador do ensaio como gênero literário foi o pensador francês Miguel de Montaigne (1533-92). Nascido no castelo de Montaigne, em Périgord, Montaigne recebeu uma educação humanista no Collège de Guienne em Bordeaux, e, em seguida, estudou direito. Após se formar, obteve um emprego no Parlamento de Bordeaux, onde atuou durante 13 anos como conselheiro da cidade. Em 1571, retornou a Périgord para tomar posse do castelo de Montaigne, quando passou a viver como um aristocrata do campo, visitando Paris frequentemente e fazendo um tour da Alemanha, Suíça e Itália. Em Périgord Montaigne começou a escrever seus ensaios acerca de personalidades da época e sobre os locais onde visitou. Os seus ensaios eram ao mesmo tempo críticos e inspiradores e lhe trouxeram fama e reconhecimento. Uma tradução para o inglês dos seus ensaios foi publicada na Inglaterra em 1603, no livro Essays. Mas Montaigne não ficou muito tempo sendo apenas um aristocrata do campo. Aceitou um convite de amigos para concorrer ao cargo de prefeito de Bordeaux, e tendo se elegido, serviu de 1581 a 1585, quando retirou-se para a torre do seu castelo para escrever seus ensaios. Os ensaios de Montaigne são ricos e cativantes pelo fato dele juntar às suas descobertas acerca do mundo, as descobertas que fez acerca de si próprio. Veja a seguir três citações de Montaigne:

 

(1)

Francês: Pour juger des choses grandes et hautes, it faut une áme de même, autrement nous leur attribons le vice qui est le nôtre.

Inglês: To make judgements about great and lofty things, a soul of the same stature is needed; otherwise we ascribe to them that vice which is our own.

Português: Para julgar coisas que são grandes e elevadas, é necessário ter uma alma da mesma estatura, caso contrário imputamos a elas o vício que é nosso.

(2)

Francês: La plus grande chose du monde, c’est de savoir être à soi.

Inglês: The greatest thing in the world is to know how to be oneself.

Português: A maior coisa do mundo é saber ser você mesmo.

(3)

Francês: L’homme est bien insensé. Il ne saurait forger um ciron, et forge des dieux à douzaines.

Inglês: Man is quite insane. He wouldn’t know how to create a maggot, and he creates gods by the dozen.

Português:O homem é bastante insano. Ele não sabe como criar uma larva, e cria deuses às dúzias.

Por girar em torno de fatos e de críticas, o gênero ensaio mostra como construir uma narrativa integral e bem argumentada. A leitura de bons ensaios é um caminho seguro para aprender a escrever com lógica e clareza. Todas as línguas modernas da Europa têm seus ensaistas favoritos, como esses listados a seguior:

Inglês: William Hazlitt (1778-1830);

Alemão: Thomas Mann (1875-1950);

Italiano: Umberto Eco (1932-2016);

Espanhol: Miguel de Unamuno y Jugo (1864-1936);

Português: Ruy Bello (1933-78), Aurélio Buarque de Holannda Ferreira (1910-89);

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Joaquina Pires-O’Brien é editora da revista digital PortVitoria, sobre a cultura ibérica e ibero-americana no mundo. Ela acaba de publicar o ebook O Homem Razoável (2016), uma coletânea de 23 ensaios sobre temas intemporais e da contemporaneidade como a ‘grande conversação’, a utopia, a educação liberal, a liberdade, o totalitarismo e o contrato social, as ‘duas culturas’, o instinto da massa, a guerra das culturas, o pós-modernismo, a crença religiosa, o jihad islâmico e o 9/11. O livro de JPO é disponível em: www.amazon.com.

 

Sobre a cidade polonesa de Janiewiczach

Joaquina Pires-O’Brien

Uma leitora brasileira cujo sogro é um imigrante polonês natural de Janiewiczach, perguntou-me se eu sabia em que ano essa cidade havia sido ‘invadida’ pela Ucrânia. O texto abaixo é o resultado da pesquisa que fiz para responder tal pergunta.

As referências à cidade de Janiewiczach são bastante difícieis de se encontrar na internet. Uma biografia do pianista polonês Jan Kleczyński (1837-1895), obtida na internet, consta que o mesmo nasceu em Janiewiczach, na Volhynia (Volyns’ka oblast – de Volodymyr-Volynski). Outras designações de Janiewiczach: Włodzimierz, Volodymyr. A localidade é considerada uma das mais antigas da Rutênia (atual Ucrânia) e foi fundada em terras que antes pertenciam à Polônia. No ano 988 a cidade virou a capital do principado de Volodymyr.

A Volhynia também já compôs o ducado ou principado de Halych-Volhynia, também na Rutênia, que posteriormente foi incorporado à Polônia. Halych era também o nome da principal cidade e capital, mas em 1256 o rei Daniel mudou a capital para Livorno, cujo nome é uma homenagem ao seu filho Lev ou Leo.

Após a primeira partição da Polônia em 1772, os nomes Halych e Volhynia foram latinizados, e as regiões passaram a ser chamadas Galícia (gálico) e Lodomeria (Wladimir), ou Galícia Oeste e Galícia Leste. A Galícia passou para a Áustria e a Lodomeria para a Rússia.

Em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial, o Tratado de Versalhes recriou não apenas a Polônia mas também a Ucrânia. A maior parte da Galícia (Halych) voltou a fazer parte do território polonês e a maior parte da Lodomeria (Volhynia) foi alocada à Ucrânia. A linha de partição cortava a Lodomeria (Volhynia) em duas, com a parte oeste na cidade de Lutsk (Luck). Entretanto, a alocação da Galícia e da Lodomeria à Polônia e Ucrânia não refleriu a realidade da condição social das duas regiões, cuja população maior consistia de poloneses.

A Revolução Bolchevique russa de 1917 criou o monstro da União Soviética, ao qual a Ucrânia foi incorporada, enquanto que a Polônia resistiu a tentativa de incorporação. Daí para a frente, as pressões sobre as fronteiras com a Polônia foram uma constante.

Em resultado do Pacto Ribbentrop-Molotov (então secreto) entre a Alemanha e a União Soviética assinado em 23 de agosto de 1939, tropas alemãs invadiram a Polônia com o aval da União Soviética, o que desencadeou a Segunda Guerra Mundial. Eventualmente o referido pacto foi desfeito e os soviéticos se juntaram aos aliados. Entretanto, a União Soviética continuou a invadir a Polônia pela sua fronteira leste.

Enquanto que quase toda a defesa da Polônia ficava na parte oeste, o exército vermelho da União Soviética invadiu a parte leste. Houve uma corajosa tentativa de deter os soviéticos, mas sem sucesso. A invasão da União Soviética levou à chamada ‘quarta partição’ da Polônia, quando no fim de setembro de 1939, a União Soviética declarou que a Polônia não mais existia. Com o objetivo de fazer uma limpeza étnica na região, os soviéticos organizaram quatro ondas de deportações de poloneses. Apenas na segunda, cerca de 330 mil poloneses foram deportados para o Kazaquistão.

A situação da Polônia era desesperadora durante a Segunda Guerra pois os poloneses tinham que combater não apenas a invasão nazista mas também os soviéticos e as milícias ucranianas. Embora os soviéticos posicionaram-se junto aos aliados, havia um exército de insurgentes ucranianos (a milícia do povo) que colaborou com os invasores nazistas.  O ataque maior ocorreu em 1941. A região da Galícia e Lodomeria (Halych-Volhynia), uma das mais populosas da Polônia, foi dizimada. No seu livro Danubia: A Personal History of Hapsburg Europe (2013), Winder reconhece os motivos da exterminação da população dessa região, afirmando que um indivíduo podia ser morto ou expulso pelos mais diversos motivos, ‘por ser judeu, por ser polonês, por ser alemão, por ser rico, por ser pro-nazista ou pro-comunista’.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, os aliados decidiram passar uma área do leste da Polônia para a Ucrânia Soviética. A área da Polônia perdida incluiu a maior parte da Galícia (Halych) e a pequena porção da Lodomeria (Volhynia) que possuía. A cidade de Wílnius (Wilno) Vilno, passou para a Lituânia; as demais, como Livorno (Lwow), Grodno (Hrodna), Lutsk (Luck) e Stanislaw (Stanislawow) para a Ucrânia, e, por tabela, para a União Soviética.

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Joaquina Pires-O’Brien é uma brasileira de Vitória residente na Inglaterra, de onde edita a revista eletrônica PortVitoria (www.portvitoria.com) de atualidades, cultura e política, e, centrada na cultura ibérica e sua diáspora no mundo. PortVitoria é estruturada em inglês mas os seus artigos e saem em inglês, português e/ou espanhol. Em 2016 ela publicou um livro de ensaios em e-book, intitulado O homem razoável, à venda no portal www.amazon.com.br (R$24). A versão em espanhol, El hombre razonable y otros ensayos, também está à venda nos portais da Amazon.

 

Negação de serviços por parte da Polícia Militar do Espírito Santo

No final da sexta-feira, dia 3 de fevereiro de 2017, a Polícia Militar do estado brasileiro do Espírito Santo começou uma negação de serviços alegando não poder furar o bloqueio humano formado pelas suas próprias esposas, filhos e outros familiares, que se posicionaram na entrada do seu quartel principal, no bairro de Maruipe. Foi um cenário foi montado para evitar que a negação de serviços fosse caracterizada como greve ilícita.

A continuação da negação de serviços por parte da Polícia Militar do Espírito Santo teve como consequência um surto de crimes que levou ao caos social. O governador em exercício do estado pediu ajuda ao governo federal, que enviou tropas do exército para fazer o policiamento do estado.

O saldo dos acontecimentos aponta a necessidade de um debate permanente na esfera pública sobre o papel da polícia. Tal debate deve incluir as alternativas de resolver disputas trabalhistas envolvendo seus membros.

                                                                                                                                               

Joaquina Pires-O’Brien é uma brasileira de Vitória residente na Inglaterra, de onde edita a revista eletrônica PortVitoria (www.portvitoria.com) de atualidades, cultura e política, e, centrada na cultura ibérica e sua diáspora no mundo. PortVitoria é estruturada em inglês mas os seus artigos e saem em inglês, português e/ou espanhol.

 

 

Alimento para pensar

Joaquina Pires-O`Brien

A frase ‘alimento para pensar’, uma tradução da frase em inglês food for thought, refere-se à nutrição da mente. Tudo aquilo que estimula novas ideias é ‘alimento para pensar’. A lista é vasta e inclui cinema, peças teatrais, concertos, palestras, museus, viagens, conversas com outras pessoas e as boas leituras. O pensar bem anda de mãos dadas com a cultura, e, em especial com a cultura do indivíduo, em contraposição à cultura de grupos sociais. A cultura em referência ao indivíduo refere-se ao conhecimento do melhor que já foi dito, pensado e criado no mundo, conforme definiu o poeta e crítico inglês Matthew Arnold (1822-88). A cultura de grupos sociais tem um sentido bem diferente, pois refere-se a conjuntos de comportamentos e valores.

Muitos ideólogos de esquerda consideram a alta cultura, que é a cultura caracterizadora do indivíduo, como uma forma de elitismo. O sufixo ‘ismo’ de elitismo implica num preconceito a favor da elite. Mas, o que é elite? Elite é simplesmente o segmento da sociedade formado pelos que a governam. O elitismo da cultura se caracterizaria numa sociedade onde as pessoas sem cultura são impedidas disputar eleições ou fazer concursos para cargos governamentais. No caso de eleições para cargos políticos, quando os eleitores dão preferência a um candidato culto sobre outro que é inculto, isso é uma prerrogativa do sistema democrático que não tem nada a ver com elitismo.

Rotular a cultura de elitismo não prova nenhum fato salvo a falta de lógica desse argumento, ao misturar as duas acepções de cultura que existem. As qualificações alta, média e baixa da cultura, que são análogas aos estágios da cultura, só se aplicam à cultura na sua acepção plural. Quando nos referimos à cultura de um indivíduo qualquer, só podemos dizer se é culto ou não. Nenhum indivíduo é impedido de cultivar a própria mente, seja qual for a sua posição social. Em outras palavras, não é preciso ser rico para ser culto.

                                                                                                                                               

Joaquina Pires-O’Brien acaba de publicar o ebook O homem razoável (2016), uma coletânea de 23 ensaios sobre temas como: o instinto da massa, a voz do povo, a aprendizagem ao longo da vida ou ALV, a utopia, as ‘duas culturas’, o pós-modernismo, religiões e crenças religiosas e o 9/11. O livro de JPO é disponível na www.amazon.com e noutros portais da Amazon ao redor do mundo. É também a editora fundadora de PortVitoria, revista digital sobre a cultura ibérica em todo o mundo, que sai duas vezes ao ano: www.portvitoria.com.

 

 

A responsabilidade final é minha

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A plaqueta acima com os seguintes dizeres: ‘the buck stops here’ (‘a responsabilidade final é minha’ ) entrou para a história pelo fato de ter sido exposta em cima da mesa de trabalho do Presidente dos Estados Unidos Harry S. Truman (1884-1972) o qual ocupou esse posto de 1944 a 1953. A plaqueta foi um presente de seu amigo Fred A. Canfil, Chefe do Distrito Policial de Missouri o qual deparou-se com uma semelhante durante uma visita oficial ao Reformatório Federal de El Reno, em Oaklahoma. Ao ser informado de que a plaqueta havia sido confeccionada pelos internos, ele encomendou uma especificamente para presentear o Presidente.

Quando eu encontrei a expressão idiomática ‘the buck stops here’ pela primeira vez, julguei que a palavra ‘buck’ fosse uma forma abreviada de ‘bucket’ (balde), palavra empregada na expressão ‘to kick the bucket’ que tem um equivalente em português na expressão ‘chutar o balde’. Logo descobri que tal equivalência era restrita à tradução literal pois as expressões tem significados diferentes em inglês e em português. Enquanto que em português ‘chutar o balde’ significa ‘mandar às favas’, ou seja, ‘desistir de algo’, a expressão ‘to kick the bucket’ significa ‘bater as botas’, ou seja, morrer.

A tradução de ‘the buck stops here’ como ‘a responsabilidade final é minha’ requereu um malabarismo linguístico na troca de uma metáfora (buck) por uma palavra normal (responsabilidade). Determinada a encontrar uma metáfora em português para a palavra ‘responsabilidade’, eu revirei os meus apontamentos linguísticos e procurei em diversos sítios da internet. Encontrei ‘batata quente’ e ‘abacaxi’, usadas nas frases  ‘jogar a batata quente para outra pessoa’ e ‘deixe que outro descasque o abacaxi’. Entretanto, conclui logo que ‘batata quente’ e ‘abacaxi’ tinham mais a ver com ‘encargo’ do que com ‘responsabilidade’.

Já no inglês, a palavra ‘buck’ tem diversos outros significados como culpa, cavalo de saltar, o macho de certos animais de chifre, pinotear, etc. Veja na Tabela 1, a seguir, alguns exemplos.

Tabela 1. Expressões idiomáticas inglesas com a palavra ‘buck’.

Tradução para o português
the buck stops here a responsabilidade termina aqui
the buck stops with the boss a responsabilidade termina com o chefe
where the buck stops onde a responsabilidade para
buck up one’s ideas dar mais duro; esforçar-se mais
make a fast buck ganhar um dinheiro fácil
pass the buck to someone else jogar a culpa em outro

Fiquei extremamente desapontada por não ter encontrado no português uma metáfora para ‘responsabilidade’. Entretanto, encontrei no inglês diversas expressões idiomáticas de probidade administrativa. Falarei dessas numa  próxima postagem.

 Nota. Imagem da plaqueta tirada da Biblioteca Truman. Fonte: http://www.trumanlibrary.org/buckstop.htm

Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.300 vezes em 2015. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo